Durante uma madrugada sem sono não escutei, mas sim, lembrei daquela musica "Monte Castelo" da banda Legião Urbana, o que consequentemente levou meus pensamentos ao tão famoso poema de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver", e então vamos falar sobre amor? Não, caro leitor, de jeito nenhum, mas o que acha de falarmos sobre sentimentos que não são físicos? Coisas que sentimos sem sentir. Pois insisto na ideia de que, não há homem na terra que nunca passou ou vai passar por isso.
"(...) é ferida que dói e não se sente" Mas como é possível estar ali, doer, mas não sentir? Se há dor, há sentimento – de ferida - , mas de que modo isso acontece? Sentimentos extremos e intensos, sejam bons ou ruins ás vezes transpassam a barreira física, ou nem passam por ela, indo direitamente para o psicológico, o que explica a sensação descrita no poema de Camões, dor psicológica, sentimento psicológico. Mas não é tão simples assim, pois ao mesmo tempo que existem sentimentos além dos que são físicos – os que transpassam a barreira -, há aqueles que surgem já não sendo uma ferida carnal e aberta, exemplos disso são a raiva e o amor que, você sabe que está ali, lhe causa sensações e reações mentais, porém, não é algo que você pode tocar, por mais perto e íntimo que esteja, há uma barreira, ali inalcançável.
Bom, o meu ponto de partida pareceu confuso, eu sei, falei sobre sentir e não sentir ao sentido literal, mas a realidade é que sentimos, sendo psicológico ou carnal, o que difere é o modo de fazê-lo, se há soluções para isso? Se você caiu e abriu um machucado no braço ou em qualquer outro lugar, passe algum remédio e logo vai melhorar, lhe garanto, mas se você sente raiva, amor, angustia, algo semelhante a dor, porém distante, sem poder tocar ou ao menos curar, espere, pois a única solução para isso, caro leitor, é o tempo, que aos poucos vai amenizar, fazer esquecer ou entender aquilo, para você, meu caro leitor, que a verdade seja dita.
terça-feira, 31 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Sobre Perder a Cabeça, Caro Leitor
De volta ao inferno, a selva de pedra! Sabe o que mais me da vontade de vomitar e largar tudo por aqui? É o fato das pessoas não conseguirem ver os seus próprios erros, porque apontar o dedo é fácil, mas encarar o próprio fardo é difícil, não é mesmo? Ou melhor, olhar para aquela situação, aquela lá, e não ver o que fez ou simplesmente deixou de fazer, e claro, culpar o outro.
Ás vezes, só precisamos daquela palavra, seja ela qual for, tipo um cobrador olhar pra você as 7H da manhã e dizer "Desculpa, mas preciso falar. Larga essa tristeza e vai ser feliz", ou qualquer coisa do tipo.
Como costumo citar, cada um é responsável pelo que se tornou, ou pelo o que tem, ninguém mais além de você mesmo.
Ás vezes, só precisamos daquela palavra, seja ela qual for, tipo um cobrador olhar pra você as 7H da manhã e dizer "Desculpa, mas preciso falar. Larga essa tristeza e vai ser feliz", ou qualquer coisa do tipo.
Como costumo citar, cada um é responsável pelo que se tornou, ou pelo o que tem, ninguém mais além de você mesmo.
domingo, 22 de julho de 2012
Vamos Falar Sobre Calma
Caro leitor - hoje não lhe garanto uma boa leitura, mas vamos lá -, por esses dias resolvi fugir do ilêro, e simplesmente deixei a minha cidade em busca de paz interior - louca varrida, eu sei -, mas o ponto é, estou cansada e talvez na beira de um abismo mental, a rotina na cidade cansa, muito! Já parou pra pensar sobre isso? Como citei em algum momento por aqui, é maçante a vida que levamos, e ás vezes a única coisa necessária é uma "quebra de rotina", mas quanto precisamos para chegar ao ponto de não aguentar mais o próprio cotidiano? Complicado dizer.
Estava no ônibus e me flagrei pensando no que realmente vim fazer por essas bandas, e sabe, duas coisas apenas, buscar a calma e reencontrar minha paz interior, magnifico, não? Eu achei.
Onde quero chegar com isso? Dessa vez em lugar nenhum, só estava pensando que ninguém precisa chegar em extremos de fuga interior, mas é preciso de tempo em tempo um momento único e exclusivo seu, para conseguir manter um ponto de equilíbrio mental.
Apenas viva a vida, caro leitor.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Menos é Mais
Verdade seja dita, você, sim você que está lendo isso, já tentou se desligar do mundo? – que? – Não sei... Jogar para fora das suas prioridades coisas como o computador, celular, e afins? Eu já. Engraçado, foi nesse momento que me dei conta de tudo que as pessoas muitas vezes acabam por esquecer, ou simplesmente deixam de fora do cotidiano por qualquer razão sem razão.
É quase triste pensar que muitos esquecem da beleza das coisas mais belas – confuso, talvez - , esquecem da poesia que está presente em tudo, esquecem de quem são. É estranho pensar que poucos entendem aquela antiga frase “Menos é mais” e pior ainda, saber que isso pode ser dado como irrelevante na vida de um individuo, enquanto na verdade é inteiramente essencial, penso.
Desapego... Esquecer de tudo que lhe tira a sanidade para achar a calma, reencontrar a "poesia" e o sentimento... Não, patético! Mas então a cena rola na minha cabeça, posso descrevê-la? Acho que posso, né? “Vejo o céu, olho para o mar, sinto a areia por entre meus dedos, me sinto livre como um pássaro que voa longe e não tem mais pretensões além de ser livre. E então me liberto. Toco meu rosto e sinto cada sinal de que já não sou uma criança, vejo meu reflexo, não me arrependo, o tempo é curto, sinto a vida, e me liberto de tudo faz mau. Finalmente sorrio, pois lembro que tudo que carrego comigo, pertence a mim, e faz parte de quem sou”, pode parecer nada, mas ás vezes esse nada é tudo que aquela pessoa parada do seu lado no ponto de ônibus com o olhar tão distante precisa ou quer... Menos é mais, caro leitor.
Desapego... Esquecer de tudo que lhe tira a sanidade para achar a calma, reencontrar a "poesia" e o sentimento... Não, patético! Mas então a cena rola na minha cabeça, posso descrevê-la? Acho que posso, né? “Vejo o céu, olho para o mar, sinto a areia por entre meus dedos, me sinto livre como um pássaro que voa longe e não tem mais pretensões além de ser livre. E então me liberto. Toco meu rosto e sinto cada sinal de que já não sou uma criança, vejo meu reflexo, não me arrependo, o tempo é curto, sinto a vida, e me liberto de tudo faz mau. Finalmente sorrio, pois lembro que tudo que carrego comigo, pertence a mim, e faz parte de quem sou”, pode parecer nada, mas ás vezes esse nada é tudo que aquela pessoa parada do seu lado no ponto de ônibus com o olhar tão distante precisa ou quer... Menos é mais, caro leitor.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Ser ou Não Ser o Seu Próprio Problema?
Verdade seja dita, estava de bobeira um dias desses e me peguei pensando sobre aquelas duas antigas palavras "Ato e consequência", e seguindo uma linha reta de raciocínio lógico, conclui que, tudo que acontece hoje é consequência do ontem, mas você, querido leitor, deve estar se perguntando, onde está a novidade, certo? Não há novidade, mas algumas divergências, talvez. Agora pare e pense comigo, não discordo do lógico, mas vejamos, se te falta coragem, força, vontade, se te falta alegria, ou razão ou qualquer outra coisa, por favor, diga-me teu ato para isso! Pois realmente não sei. Não, não me venha com "suas decepções!", "esse seu modo de viver" ou "sua vida!", porque eu sei, e você sabe, ninguém faz algo sabendo que vai machucar, nenhum louco propõe alguma coisa tendo a certeza que vai sofrer futuramente, ou aceita algo sabendo que não vai dar certo... Ninguém!
Tudo bem, talvez esteja ficando confuso, eu sei, mas vamos lá... Sim, somos a fonte de nossos próprios problemas, porém, não conseguimos, muito menos podemos evitá-los de nenhuma forma, somos os culpados, mas não temos culpa, se é que isso faz algum sentido. São atos pensados ou impensados que nos levam as consequências, sendo elas boas ou ruins, é o ciclo da vida, nada podemos contra. Ó a vida...
domingo, 15 de julho de 2012
O Que Falta?
Verdade seja dita, é estranho pensar em como falta algo nas pessoas, pelo menos a meu ver, claro! É como um grande vazio, uma falta de nada, como se sentir triste ou agoniado sem saber porquê, já sentiu isso? Não sei você, leitor, mas ás vezes me flagro pensando em coisas tão pequenas que se tornam grandes, - confuso, eu sei - como um simples toque, uma lembrança, um momento, arrisco dizer que até mesmo um olhar, claro, um olhar que nada mente... Depois penso no tempo... Ó grande inimigo de todos! Corremos contra o tempo, ou o tempo corre contra nós? Já parou pra pensar nisso? Então finalmente concluo, falta liberdade, falta coração, falta felicidade, falta vida, e o pior, falta alma nas pessoas e em suas atitudes, pois acabamos sendo sucumbidos por uma rotina maçante, e nos tornamos nossos próprios inimigos. Mesmo assim, isso não é desculpa para tanta falta. Estranho o que disse logo ali, mas talvez seja verdade, "ser ou não ser o seu próprio problema?" mas esse assunto, não é pra hoje, caro leitor.
"Carta ao Leitor"
Caro leitor,
Digo que talvez por tédio, ou até mesmo agitação incomum, resolvi criar
esse espaço para compartilhar algumas coisas que escrevo sobre o cotidiano que
vivo, sobre arte, comida, musica, sobre ser e viver em sociedade, sobre a
mente, alma, ou até mesmo sobre poesia. Cabe a você, leitor, apreciar ou
não, e digo com sincero sentimento, espero que aprecie, verdade seja dita.
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