sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre esperança para com o outro, caro leitor

Comunição, o básico necessário para o convívio em sociedade, mas o que se faz quando as pessoas não sabem se comunicar? O ego, o egoísmo, a falta de esforço em ao menos tentar entender o outro é maior do que o que realmente importa.
Em um mundo onde os valores foram perdidos e sentimentos são comprados, as coisas acabam por se perder no meio do caminho, e o crer no outro se torna difícil.
Mas espera! Quanta desilusão para com as pessoas, não é mesmo, caro leitor? Sim... E talvez esse seja o grande problema! Como assim? O tempo é curto, o eu é mais importante que o nós, e então a possibilidade de esperança para com sí próprio e com o outro é deixada de lado, sendo assim nada mais do que um pensamento utópico.
Complicado talvez, mas ás vezes parar para pensar sobre isso, causa uma reflexão necessária, e quem sabe, até mesmo benéfica. Verdade seja dita, caro leitor.

sábado, 13 de outubro de 2012

Um pensamento, caro leitor

Um pensamento, caro leitor

O peito gritava por qualquer tipo de sentimento que não fosse a tristeza que os dias cinzas de chuva levavam, o pensamento tão longe como seu olhar que, se perdia por entre as gotas que escorriam pelo vidro da janela. Queria se arrepender, mas o coração negava, queria chorar, mas talvez suas lágrimas tivessem secado de desilusão. Pensava em como acabar com aquilo... Não! Sua vida não dependia da dela, nada adiantaria. Uma ferida aberta seria melhor... Sua alma clamava por um instante de felicidade, gritava por humanidade... Onde você a esqueceu? Pensava
 E cada segundo que lembrava das horas que simplesmente paravam quando seus olhos se cruzavam... Implorava para que lhe arrancassem o coração com as mãos, e jogassem em uma vala suja para que nunca mais pudesse sentir aquilo, tristeza. Vá-te embora, dê-me felicidade, ou apenas seja justa e acabe de vez com isso, a morte talvez não fosse tão cruel como a solidão, finalmente concluiu. Verdade seja dita.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Queria eu, caro leitor

  Queria eu, não pensar nas angústias que a vida me trás, não lembrar que a cada segundo pode ser o último e derradeiro; queria eu, pobre mortal, ter meus próprios problemas e não carregar o fardo do alheio em minhas costas, pois cada olhar triste, é como uma alma que nada possui, seres sem almas, e sem esperanças.
  Queria eu, saber o real motivo de existir, saber a razão e o porquê de viver para morrer, pois cada segundo que passa, é um segundo a menos aqui, a diferença que posso ou não fazer.Queria eu, ser mais do que apenas eu; queria não me apegar, pois assim como todos, sei que tudo acaba em algum momento.
  Queria eu, antes de tudo que as palavras não fossem apenas palavras, queria que o tempo não as apagassem, e que seus significados fossem eternos, e não banais, pois de banal, já basta esta vida da qual nada levamos, verdade seja dita.  

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Dor de Não Sentir, Caro Leitor

  Durante uma madrugada sem sono não escutei, mas sim, lembrei daquela musica "Monte Castelo" da banda Legião Urbana, o que consequentemente levou meus pensamentos ao tão famoso poema de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver", e então vamos falar sobre amor? Não, caro leitor, de jeito nenhum, mas o que acha de falarmos sobre sentimentos que não são físicos? Coisas que sentimos sem sentir. Pois insisto na ideia de que, não há homem  na terra que nunca passou ou vai passar por isso.
  "(...) é ferida que dói e não se sente" Mas como é possível estar ali, doer, mas não sentir? Se há dor, há sentimento  de ferida - , mas de que modo isso acontece? Sentimentos extremos e intensos, sejam bons ou ruins ás vezes transpassam a barreira física, ou nem passam por ela, indo direitamente para o psicológico, o que explica a sensação descrita no poema de Camões, dor psicológica, sentimento psicológico. Mas não é tão simples assim, pois ao mesmo tempo que existem sentimentos além dos que são físicos  os que transpassam a barreira -, há aqueles que surgem já não sendo uma ferida carnal e aberta, exemplos disso são a raiva e o amor que, você sabe que está ali, lhe causa sensações e reações mentais, porém, não é algo que você pode tocar, por mais perto e íntimo que esteja, há uma barreira, ali inalcançável.
  Bom, o meu ponto de partida pareceu confuso, eu sei, falei sobre sentir e não sentir ao sentido literal, mas a realidade é que sentimos, sendo psicológico ou carnal, o que difere é o modo de fazê-lo, se há soluções para isso? Se você caiu e abriu um machucado no braço ou em qualquer outro lugar, passe algum remédio e logo vai melhorar, lhe garanto, mas se você sente raiva, amor, angustia, algo semelhante a dor, porém distante, sem poder tocar ou ao menos curar, espere, pois a única solução para isso, caro leitor, é o tempo, que aos poucos vai amenizar, fazer esquecer ou entender aquilo, para você, meu caro leitor, que a verdade seja dita.

sábado, 28 de julho de 2012

Sobre Perder a Cabeça, Caro Leitor

  De volta ao inferno, a selva de pedra! Sabe o que mais me da vontade de vomitar e largar tudo por aqui? É o fato das pessoas não conseguirem ver os seus próprios erros, porque apontar o dedo é fácil, mas encarar o próprio fardo é difícil, não é mesmo? Ou melhor, olhar para aquela situação, aquela lá, e não ver o que fez ou simplesmente deixou de fazer, e claro, culpar o outro.
  Ás vezes, só precisamos daquela palavra, seja ela qual for, tipo um cobrador olhar pra você as 7H da manhã e dizer "Desculpa, mas preciso falar. Larga essa tristeza e vai ser feliz", ou qualquer coisa do tipo.
  Como costumo citar, cada um é responsável pelo que se tornou, ou pelo o que tem, ninguém mais além de você mesmo.

domingo, 22 de julho de 2012

Vamos Falar Sobre Calma

  Caro leitor - hoje não lhe garanto uma boa leitura, mas vamos lá -, por esses dias resolvi fugir do ilêro, e simplesmente deixei a minha cidade em busca de paz interior - louca varrida, eu sei -, mas o ponto é, estou cansada e talvez na beira de um abismo mental, a rotina na cidade cansa, muito! Já parou pra pensar sobre isso? Como citei em algum momento por aqui, é maçante a vida que levamos, e ás vezes a única coisa necessária é uma "quebra de rotina", mas quanto precisamos para chegar ao ponto de não aguentar mais o próprio cotidiano? Complicado dizer.
  Estava no ônibus e me flagrei pensando no que realmente vim fazer por essas bandas, e sabe, duas coisas apenas, buscar a calma e reencontrar minha paz interior, magnifico, não? Eu achei.
  Onde quero chegar com isso? Dessa vez em lugar nenhum, só estava pensando que ninguém precisa chegar em extremos de fuga interior, mas é preciso de tempo em tempo um momento único e exclusivo seu, para conseguir manter um ponto de equilíbrio mental.
  Apenas viva a vida, caro leitor.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Menos é Mais


  Verdade seja dita, você, sim você que está lendo isso, já tentou se desligar do mundo? – que? – Não sei... Jogar para fora das suas prioridades coisas como o computador, celular, e afins? Eu já. Engraçado, foi nesse momento que me dei conta de tudo que as pessoas muitas vezes acabam por esquecer, ou simplesmente deixam de fora do cotidiano por qualquer razão sem razão.
  É quase triste pensar que muitos esquecem da beleza das coisas mais belas – confuso, talvez - , esquecem da poesia que está presente em tudo, esquecem de quem são. É estranho pensar que poucos entendem aquela antiga frase “Menos é mais” e pior ainda, saber que isso pode ser dado como irrelevante na vida de um individuo, enquanto na verdade é inteiramente essencial, penso.
Desapego... Esquecer de tudo que lhe tira a sanidade para achar a calma, reencontrar a "poesia" e o sentimento... Não, patético! Mas então a cena rola na minha cabeça, posso descrevê-la? Acho que posso, né? “Vejo o céu, olho para o mar, sinto a areia por entre meus dedos, me sinto livre como um pássaro que voa longe e não tem mais pretensões além de ser livre. E então me liberto. Toco meu rosto e sinto cada sinal de que já não sou uma criança, vejo meu reflexo, não me arrependo, o tempo é curto, sinto a vida, e me liberto de tudo faz mau. Finalmente sorrio, pois lembro que tudo que carrego comigo, pertence a mim, e faz parte de quem sou”, pode parecer nada, mas ás vezes esse nada é tudo que aquela pessoa parada do seu lado no ponto de ônibus com o olhar tão distante precisa ou quer... Menos é mais, caro leitor.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ser ou Não Ser o Seu Próprio Problema?

  Verdade seja dita, estava de bobeira um dias desses e me peguei pensando sobre aquelas duas antigas palavras "Ato e consequência", e seguindo uma linha reta de raciocínio lógico,  conclui que, tudo que acontece hoje é consequência do ontem, mas você, querido leitor, deve estar se perguntando, onde está a novidade, certo? Não há novidade, mas algumas divergências, talvez. Agora pare e pense comigo, não discordo do lógico, mas vejamos, se te falta coragem, força, vontade, se te falta alegria, ou razão ou qualquer outra coisa, por favor, diga-me teu ato para isso! Pois realmente não sei. Não, não me venha com "suas decepções!", "esse seu modo de viver" ou "sua vida!", porque eu sei, e você sabe, ninguém faz algo sabendo que vai machucar, nenhum louco propõe alguma coisa tendo a certeza que vai sofrer futuramente, ou aceita algo sabendo que não vai dar certo... Ninguém!
  Tudo bem, talvez esteja ficando confuso, eu sei, mas vamos lá... Sim, somos a fonte de nossos próprios problemas, porém, não conseguimos, muito menos podemos evitá-los de nenhuma forma, somos os culpados, mas não temos culpa, se é que isso faz algum sentido. São atos pensados ou impensados que nos levam as consequências, sendo elas boas ou ruins, é o ciclo da vida, nada podemos contra. Ó a vida...

domingo, 15 de julho de 2012

O Que Falta?




Verdade seja dita, é estranho pensar em como falta algo nas pessoas, pelo menos a meu ver, claro! É como um grande vazio, uma falta de nada, como se sentir triste ou agoniado sem saber porquê, já sentiu isso? Não sei você, leitor, mas ás vezes me flagro pensando em coisas tão pequenas que se tornam grandes, - confuso, eu sei - como um simples toque, uma lembrança, um momento, arrisco dizer que até mesmo um olhar, claro, um olhar que nada mente... Depois penso no tempo... Ó grande inimigo de todos! Corremos contra o tempo, ou o tempo corre contra nós? Já parou pra pensar nisso? Então finalmente concluo, falta liberdade, falta coração, falta felicidade, falta vida, e o pior, falta alma nas pessoas e em suas atitudes, pois acabamos sendo sucumbidos por uma rotina maçante, e nos tornamos nossos próprios inimigos. Mesmo assim, isso não é desculpa para tanta falta. Estranho o que disse logo ali, mas talvez seja verdade, "ser ou não ser o seu próprio problema?" mas esse assunto, não é pra hoje, caro leitor.

"Carta ao Leitor"

Caro leitor, 

Digo que talvez por tédio, ou até mesmo agitação incomum, resolvi criar esse espaço para compartilhar algumas coisas que escrevo sobre o cotidiano que vivo, sobre arte, comida, musica, sobre ser e viver em sociedade, sobre a mente, alma, ou até mesmo sobre poesia. Cabe a você, leitor, apreciar ou não, e digo com sincero sentimento, espero que aprecie, verdade seja dita.