Um pensamento, caro leitor
O peito gritava por qualquer tipo de sentimento que não fosse a tristeza que os dias cinzas de chuva levavam, o pensamento tão longe como seu olhar que, se perdia por entre as gotas que escorriam pelo vidro da janela. Queria se arrepender, mas o coração negava, queria chorar, mas talvez suas lágrimas tivessem secado de desilusão. Pensava em como acabar com aquilo... Não! Sua vida não dependia da dela, nada adiantaria. Uma ferida aberta seria melhor... Sua alma clamava por um instante de felicidade, gritava por humanidade... Onde você a esqueceu? Pensava
E cada segundo que lembrava das horas que simplesmente paravam quando seus olhos se cruzavam... Implorava para que lhe arrancassem o coração com as mãos, e jogassem em uma vala suja para que nunca mais pudesse sentir aquilo, tristeza. Vá-te embora, dê-me felicidade, ou apenas seja justa e acabe de vez com isso, a morte talvez não fosse tão cruel como a solidão, finalmente concluiu. Verdade seja dita.
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